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CONCERTO DE ABERTURA
Lançamento do CD “Mil Pedaços”
Canções tradicionais portuguesas com arranjos inéditos de Luís Figueiredo

Simantra Grupo de Percussão + Luís Figueiredo
Convidado: Tiago Manuel Soares [adufe]

  • Local: Grande Auditório TEMPO
  • Data: sex. 09 setembro . 21h00
  • 60’/ > 6 / Preço dos Bilhetes: 5,00 €

Este projeto resulta de uma parceria entre o Simantra Grupo de Percussão e o pianista e compositor Luís Figueiredo. Um trabalho inédito que irá permitir ao público uma nova visão do cancioneiro tradicional português e à redescoberta da música tradicional portuguesa. O concerto abarca canções de várias regiões portuguesas, de Trás-os-Montes ao Algarve, passando pela Beira Alta, Beira Baixa e Alentejo. Canções de trabalho, romances, canções de embalar e outros géneros, bem como música popular da autoria de José Afonso, Fausto Bordalo Dias e Sérgio Godinho. O grande desafio deste projeto passa por conseguir comunicar as referências coletivas que temos da música tradicional e popular portuguesa, e ao mesmo tempo construir peças com uma linguagem idiomática da percussão erudita. Combina música escrita e improvisada, emprega recursos associados à escrita para big band, e um vocabulário tímbrico que resulta da exploração das inúmeras possibilidades oferecidas pelo universo da percussão. Harmonicamente, está latente uma abordagem facilmente identificável com o jazz. Esta vontade, concretizada agora, promove a valorização da riquíssima cultura musical portuguesa, cruzando os vetores de várias práticas musicais.


FICHA ARTÍSTICA:

Simantra Grupo de Percussão:
Andrés Pérez, Leandro Teixeira, Luiz Ferreira, Ricardo Monteiro: percussão
Luís Figueiredo: piano e arranjos
Tiago Manuel Soares: adufe

PROGRAMA:

- Al Gharb, obra encomendada pelo festival DPP’22 com a participação de Tiago Manuel Soares (adufe)
- Estando Eu À Minha Porta, tradicional de Trás-os-Montes
- Farrapeira, tradicional da Beira Baixa
- Mil Pedaços, Sérgio Godinho
- Lembra-me Um Sonho Lindo, Fausto Bordalo Dias
- Senhora Santa Combinha, tradicional da Beira Alta
- Ai De Mim Tanta Laranja, tradicional do Alentejo
- José Embala O Menino, tradicional da Beira Baixa
- Oh! Que Calma Vai Caindo, tradicional da Beira Baixa
- Laurinda, Linda, Linda, tradicional do Algarve
- Senhor Arcanjo, José Afonso
- Macelada, tradicional da Beira Baixa


NOTAS DE PROGRAMA:


Al-Gharb
Para adufe, quarteto de percussão e piano
Luís Figueiredo 2022


“Al-Gharb é a palavra árabe que está na origem de «Algarve» e significa «o ocidente». A expressão completa era Al-Gharb Al-Andalusi e significava literalmente «Andaluz Ocidental», uma região que correspondia ao actual Algarve e parte do Baixo Alentejo.

A concepção desta obra está profundamente ligada à encomenda que lhe deu origem e ao contexto da sua estreia. Prevendo-se a sua primeira performance em Portimão, integrada num programa de música tradicional e popular portuguesa, esta peça pretende ser uma referência ao Algarve e à sua história, bem como a Portugal no seu todo enquanto país mais ocidental da Europa continental. Decidi adoptar uma linguagem musical que pudesse referenciar um imaginário tradicional português, ao mesmo tempo oferecendo testemunho dessa ancestralidade na cultura árabe. O próprio adufe, instrumento solista desta obra, tem aí a sua origem (al-duff), embora pareçam nebulosos os contornos exactos da sua introdução na Península Ibérica. No contexto desta instrumentação, em que a voz humana está ausente, o adufe não desempenha uma função acompanhadora do canto ou da dança, como acontece em Portugal e noutros locais tradicionalmente. Assim, procurei criar um contexto musical com grande proeminência do elemento rítmico para explorar as diferentes possibilidades do instrumento. Oxalá esta peça lhe faça justiça e possa oferecer um pequeno contributo para o enriquecimento da sua literatura.”

Al-Gharb é dedicada ao percussionista Tiago Manuel Soares e resulta da generosa encomenda dos Dias da Percussão de Portimão na sua edição de 2022.

Luís Figueiredo
Coimbra, Julho de 2022


Simantra Grupo de Percussão

O Simantra Grupo de Percussão nasceu da necessidade de se organizar um grupo de estudos e práticas interpretativas destinado à execução de música escrita para percussão nos séculos XX e XXI. Funcionando como um laboratório artístico, tem também como objetivo a interação das diferentes expressões artísticas com a música contemporânea. A sua missão visa a valorização e execução do repertório percussivo português e estrangeiro, realizando estreias, primeiras audições e encomendas de obras. Ao longo destes 11 anos de atividade o grupo teve a oportunidade de tocar em diversos festivais nacionais e internacionais, como Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, Festival da Primavera, Festivais de Outono, Cistermusica, Musicalvão, Tomarimbando, Festival Internacional de Percussão da Patagónia (ARG), Festival Internacional de Marimbistas e Percusiones de Villahermosa (MEX) ou IPEW 19 (CRO). Acompanhou diversos solistas internacionais como, Kuniko Kato (JAP), Katarzyna Mycka (POL), Ching Chen Lin (TWA), Ludwig Albert (BEL) ou Mark Ford (EUA). Estreou e encomendou obras de Evgueni Zoudilkine, Hugo Correia, Carlos Alberto Augusto, Nuno Leal ou Jorge Salgueiro.Premiado internacionalmente, o grupo conquistou o primeiro lugar no CIMCA 2011 - categoria superior.

linktr.ee/simantragp

Luis Figeiredo

Luís Figueiredo é pianista, compositor, arranjador e produtor musical. Nasceu em Coimbra em 1979. Estudou piano no Conservatório de Música de Coimbra e mais tarde na Universidade de Aveiro e no Hot Clube de Portugal, em Lisboa. Estudou com Vitali Dotsenko, Mário Laginha, António Chagas Rosa e Filipe Melo, entre outros. Editou o seu primeiro álbum como líder em 2010 (Manhã, JACC Records). Trabalhou e/ou gravou com Cristina Branco, Bruno Pedroso, Carlos Bica, André Fernandes, Luísa Sobral, Alexandre Frazão, Reinier Baas, João Moreira, Ana Bacalhau, Mário Delgado, Bernardo Moreira, David Binney, João Hasselberg, Perico Sambeat, Mário Laginha, Ricardo Toscano, Eduardo Raon, Rita Maria, Diogo Duque, Mário Franco, Carlos Barretto, Jorge Moniz, Gisela João e Jeffery Davis, entre vários outros. Trabalhou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra XXI, Hr Frankfurt «Rundfunk Big Band (DE), Het Gelders Orkester (NL), para além de vários ensembles de música de câmara. Foi o arranjador da canção vencedora do Festival Eurovisão da Canção 2017, “Amar Pelos Dois”, e foi também o compositor da banda sonora original da edição de 2018 do mesmo festival. Luís Figueiredo é doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, onde trabalhou até 2019 enquanto Professor Auxiliar Convidado para a área do jazz.

linktr.ee/luisfigueiredomusic

Tiago Manuel Soares

Tiago Manuel Soares nasceu no Porto em 1989. Fez o curso de interpretação pela Academia Contemporânea do Espetáculo, terminando em 2007. Iniciou a sua formação, como músico, em 2003, num curso de percussão tradicional galega com Maria Xosé Lopez Vilar e em 2019 finalizou a licenciatura em percussão clássica, na Universidade do Minho, com Nuno Aroso. Realizou diversas masterclasses com grandes nomes do panorama internacional tais como Trilok Gurtu, Yshai Afterman, Pandit Kishore Banerjee, Filippo Lattanzi, Mark Braafhart entre muitos outros. A sua principal motivação musical reside nos ritmos e nos instrumentos portugueses. Fascinado por essa riqueza patrimonial, dá igual importância ora ao vasto legado que nos foi deixado, assim como à construção de novas abordagens, onde o estudo na vertente erudita e o conhecimento de diferentes culturas do mundo ajudou-o a abrir novos horizontes e possibilidades. Resultado dessa simbiose entre diferentes universos, estreou, em recital, quatro peças (dos compositores Fernando Lapa e ngela da Ponte), interpretando obras escritas propositadamente para si e fortemente inspiradas no cancioneiro português; umas dessas obras, "Ensaio sobre Cantos IV", de ngela da Ponte, foi uma das duas primeiras peças para adufe e electrónica a serem criadas e editadas.
Como formador, leciona na escola Limina (centro de investigação de percussão contemporânea, com a direção do percussionista Nuno Aroso) e na escola Cardo-Amarelo (escola de música tradicional). No presente ano encontra-se a fazer investigação para um livro, que irá ser editado com o apoio da DGARTES, sobre a cultura musical dos Zés Pereiras entre Douro e Minho. Até ao momento conta com 20 álbuns editados e destaca a sua participação nos grupos/artistas Mário Lúcio e os Kriols, Gisela João, Viola Popular, Manuel Maio, Ensemble Portingaloise, Maria Monda, Retimbrar, Projeto Cardo, Pé na Terra, Toque de Caixa, Gambuzinos, Senza, Orquestra da Universidade do Minho e Orquestra Sem Fronteiras. Já atuou em diversos países um pouco por toda a Europa (Portugal, Alemanha, França, Croácia, Eslovénia, Itália, Sérvia, Espanha, Polónia, Bélgica), África (África do Sul, Ilhas Reunião, Namíbia, Zimbabué, Marrocos, Cabo-Verde, Ilhas Reunião), Ásia (China, Índia, Dubai) e Oceania (Timor-Leste).

www.tiagomanuelsoares.com

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